Nossa história
Uma casa que cresceu em torno de uma mesa
A Jequitibá nasceu da ideia simples de que envelhecer bem tem mais a ver com presença e rotina do que com procedimentos.
Voltar ao InícioQuem somos
A história da Jequitibá
A Jequitibá abriu suas portas no bairro Funcionários depois que sua fundadora, Dona Aparecida, percebeu que sua própria mãe — activa, lúcida e com muita história para contar — havia parado de cozinhar porque cozinhar para uma pessoa só havia deixado de fazer sentido. Não era falta de saúde. Era falta de mesa.
O nome veio da árvore no quintal da casa de infância — o jequitibá, que demora décadas para crescer e, quando adulto, dá sombra para todos ao redor sem pedir nada em troca. Era essa a imagem que a fundadora queria para o projeto: um lugar que fica, que não tem pressa, e que acolhe pessoas de diferentes histórias sob a mesma copa.
Hoje a casa funciona com três tipos de arranjo, do almoço semanal à residência mensal com suporte doméstico, e mantém o mesmo princípio desde o início: a porta está sempre aberta, o café está sempre pronto, e ninguém precisa justificar por que prefere viver em companhia.
Nossa missão
+12
anos de portas abertas
+200
pessoas que passaram pela casa
3
arranjos flexíveis de convivência
30 dias
de aviso para encerrar — sem multa
As pessoas da casa
Quem cuida do dia a dia
Aparecida Prado
Fundadora e anfitriã
Criou a Jequitibá após anos acompanhando a própria mãe. Está presente todos os dias e conhece cada pessoa pelo nome, preferência e história.
Renata Souza
Coordenação de atividades
Responsável pelo programa semanal — tardes musicais, saídas e oficinas. Tem formação em gerontologia social e sabe que o melhor remédio costuma ser a conversa.
Marinho Oliveira
Cozinha e acompanhamentos
Cozinheiro mineiro com vinte anos de prática. Mantém o caderno de preferências de cada morador e acompanha nas saídas ao mercado, banco e cabeleireiro.
Como trabalhamos
Princípios que guiam a casa
Privacidade e discrição
Informações pessoais e de saúde dos moradores não são compartilhadas com terceiros. A carta mensal à família fala do dia a dia, não de prontuários.
Segurança doméstica
A casa passa por vistoria semestral de instalações elétricas e hidráulicas. Corrimãos, pisos antiderrapantes e boa iluminação fazem parte da estrutura padrão.
Higiene alimentar
A cozinha segue as boas práticas de manipulação de alimentos da ANVISA. Produtos perecíveis são comprados frescos e o cardápio é renovado semanalmente.
Transparência com as famílias
A família recebe carta mensal com notícias do cotidiano. Mudanças nos planos ou nos valores são comunicadas com trinta dias de antecedência.
Respeito à autonomia
Ninguém é obrigado a participar de atividades. Cada pessoa tem o direito de organizar o próprio dia dentro da rotina da casa, sem pressão e sem cobrança.
Flexibilidade de arranjo
Os dias do plano de almoço podem ser trocados a qualquer momento. O encerramento da residência mensal exige apenas trinta dias de aviso — de qualquer lado.
Convivência como escolha de vida
Há uma diferença grande entre morar sozinho por preferência e morar sozinho por falta de alternativa. A Jequitibá surgiu para ser essa alternativa — um lugar onde a presença de outras pessoas é parte da rotina, não uma visita esporádica.
O bairro Funcionários, em Belo Horizonte, foi escolhido pela proximidade com serviços essenciais e pela escala humana das ruas — boa para caminhar, fácil de se localizar, próxima do centro sem o barulho dele. A casa fica numa avenida de árvores antigas, o que não é coincidência.
As pessoas que chegam à Jequitibá não estão doentes. Estão, muitas vezes, cansadas da rotina solitária e em busca de um cotidiano com mais presença. A proposta da casa é exatamente isso: não substituir a família, mas oferecer o que a família — mesmo presente e dedicada — nem sempre consegue dar todos os dias.