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Convivência e histórias na Jequitibá

Quem passou por aqui

O que as famílias contam depois de um tempo na casa

Histórias reais de pessoas que escolheram a Jequitibá para um almoço, um fim de semana ou um lugar para chamar de casa.

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12 anos

de portas abertas

+200

pessoas acolhidas

4,9 / 5

avaliação média das famílias

ANVISA

cozinha certificada anualmente

Depoimentos

Histórias de quem conhece a casa de dentro

MC

Maria das Graças C.

Filha de moradora — Santa Efigênia, BH

Minha mãe ficou oito meses no Plano Mesa Compartilhada antes de aceitar passar para a residência. No começo era a resistência de toda pessoa independente — "eu me viro sozinha". Mas os almoços foram mudando alguma coisa. Ela voltou a cozinar para mim nos fins de semana, do nada. Dizia que a cozinha da Jequitibá a lembrou que comer bem é uma coisa bonita.

Julho de 2025

RB

Roberto B.

Morador — Plano Residência

Eu trabalhei cinquenta anos e nunca aprendi a ficar parado. Quando me aposentei, o dia ficou grande demais. Um amigo me falou da Jequitibá. Entrei pelo almoço. Fiquei pelo resto. A tarde musical de sábado — coisa que nunca teria me dado ao trabalho de buscar — virou o ponto alto da semana.

Junho de 2025

LF

Luciana F.

Filha — São Paulo (pai em BH)

Moro em São Paulo e meu pai ficou em Belo Horizonte. Era difícil acompanhar o dia a dia dele de longe. A carta mensal da Jequitibá mudou isso. Não é um relatório — é uma carta de verdade, com histórias do mês, o que ele gostou, onde foi. Sinto que sei mais da vida do meu pai hoje do que quando eu morava na mesma cidade.

Julho de 2025

TM

Terezinha M.

Participante — Mesa Compartilhada

Venho às terças e quintas há dois anos. Conhecem meus gostos, sabem que não gosto de coentro, que prefiro feijão mais grosso. Isso parece detalhe, mas quando você mora sozinha há dez anos, alguém lembrar das suas preferências sem você ter que repetir toda vez é uma coisa muito grande.

Junho de 2025

CF

Carlos e Fernanda O.

Família — avó no Plano Residência

Usamos o Quarto de Final de Semana antes de qualquer decisão. A nossa avó disse logo no primeiro sábado que queria ficar. Não foi a gente que convenceu ela — foi a casa. Hoje está no plano mensal há quatro meses. A única reclamação dela é que o feijão da casa é melhor que o nosso.

Maio de 2025

JP

Jorge P.

Morador — Plano Residência, 14 meses

Tenho 78 anos e ainda gosto de decidir as minhas coisas. Aqui ninguém me trata como se eu não pudesse. Quando quero ficar no quarto, fico. Quando quero ir ao banco, vai alguém comigo. Quando não quero ir ao passeio, ninguém insiste. Esse respeito é o que mais me prende aqui.

Julho de 2025

Histórias em detalhe

Como a casa se encaixou em cada situação

História 1 — Dona Neusa, 72 anos

A situação

Dona Neusa ficou viúva em 2022. Mora na mesma rua que a Jequitibá há trinta anos. Parou de cozinhar porque achava muito trabalho para uma só pessoa. Estava perdendo peso e a família, que mora em outro estado, estava preocupada.

O que aconteceu

Entrou pelo Mesa Compartilhada — três almoços por semana. Em duas semanas já conhecia todo mundo. Em um mês pediu para vir nos cinco dias. A equipe anotou que ela prefere frango a carne vermelha e que gosta de pão de queijo no café.

Três meses depois

Recuperou os dois quilos que tinha perdido. A família visita uma vez por mês e agora a mãe tem histórias para contar. Ainda mora em casa própria — o Mesa Compartilhada não exige mudar nada.

"Eu não precisava de enfermeira. Precisava de uma mesa com gente."

História 2 — Seu Antônio, 81 anos

A situação

Seu Antônio resistia à ideia de qualquer arranjo fora de casa. A filha que mora em Recife não conseguia estar presente e ficava preocupada com as saídas dele ao banco e ao mercado sozinho.

O que aconteceu

A filha propôs o Quarto de Final de Semana como "experiência". Ele aceitou, com desconfiança. Na tarde musical de sábado, conheceu um senhor que jogava xadrez. Voltou no mês seguinte por conta própria.

Seis meses depois

Está no Plano Residência há quatro meses. As saídas ao banco agora têm acompanhamento. A filha recebe a carta mensal e diz que é a melhor notícia do mês. As partidas de xadrez acontecem toda quarta.

"Eu vim desconfiado. Fico porque aqui as pessoas me veem, não me monitoram."

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